Cormo Emocional

Corpo_emocional

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Descobrimos a existência do corpo emocional quando as emoções e sentimentos se tornaram confusos e desordenados, durante um processo depressivo, contudo, isso acontece em muitos outros quadros de enfermidades, principalmente nas mais graves e de longa duração. A percepção de que os sentimentos e pensamentos não entravam em acordo e que as emoções estavam desgovernadas, nos fez suspeitar que houvesse estruturas fisiológicas, energéticas, emocionais e mentais desconhecidas. O interesse em estudar o corpo emocional, no período, tornou-se uma questão de sobrevivência.

Esse terceiro corpo é o veículo dos sentimentos. Exerce a função de passarela entre o corpo físico e o espírito. Certas tradições ocidentais relatam que a palavra “astral” foi primeiramente utilizada por Paracelso no século XVI para designar o campo etéreo, por causa de sua aparência brilhante e luminosa. Contudo, ao longo do tempo, a utilização do termo e sua significação mudaram e dizem agora respeito ao registro das emoções.

O campo astral ou emocional é realmente universal. Mundo de energia fluida, em movimento extremamente rápido, é salpicado de cores, carregado de símbolos e de imagens que turbilhonam a volta de cada ser e podem encher-nos de medos e angústias, ou cuja beleza nos faz evoluir. Ele é responsável pelas idéias falsas e negativas e pelos pensamentos nobres e positivos, até ideais elevados. A história de nossas vidas está escrita nele. Uma verdadeira fita de amor, ódio, de sucesso, de desânimos, de sacrifícios, de aspirações etc. (DROUOT, 1996, p. 73).

As experiências gravadas em nosso corpo emocional conferem as características individuais de nossa personalidade. Por isso, percebemos as diferenças desde a infância em irmãos criados sob condições muito parecidas de vida.

Se você permitir que os seus sentimentos a respeito de si mesmo fluam, sejam eles negativos ou positivos, a aura vai se manter equilibrada, e as energias negativas associadas aos seus sentimentos serão liberadas. Se você não se permitir ter emoções a respeito de si, interrompe-se o fluxo de energia no segundo nível, o qual corresponde a essas emoções. Assim, o seu segundo nível fica estagnado, acabando por criar nuvens fracas e sombrias e várias cores, relacionadas com os sentimentos que você não exprimiu a respeito de si.

Willelm Reich, MD., chamava a bioenergia de orgônio. Ele chamou “orgônio morto” a energia fraca encontrada nos níveis não estruturados do campo (BRENNAN, 2004, p. 47).

Herdamos as substâncias que compõem o corpo emocional das nossas vidas passadas. Assim, possuímos certas facilidades e dificuldades para determinadas atividades que para outros se apresentam diferentes. Muitas crianças, desde cedo, apresentam grande facilidade para tocar piano, para os estudos, para a dança etc. Por outro lado, algumas consciências desde a infância apresentam fragilidades físicas, emocionais ou mentais que lhe trazem grandes limitações. Como a Física comprovou, para cada ação existe uma reação, colhemos o que plantamos nas vidas passadas, a partir do uso adequado ou inadequado dos recursos que nos são oferecidos em cada experiência vivida na terra.21

O corpo astral pode ser visto como a fonte de todos os nossos problemas. Ele é simbolizado pela água, o vazar e o encher das marés e as ondas da emoção. A maioria das doenças tem sua origem em emoções desequilibradas. A preocupação e o stress, a ambição e a ganância, o ódio e o egoísmo, a inveja, e o ressentimento são os “pecados” mortais modernos. Todos decorrem de uma ignorância que não pensa em nada se não em si mesma. Estamos cercados de filhos da ignorância cada dia da vida. Eles fazem parte de nossa existência. O que acontece em nossos lares e no mundo decorre da luta emocional de pares de opostos. (HOPKING, 2008, p. 71).

O equilíbrio emocional de uma consciência depende da história que construiu para si, dos pensamentos, emoções, sentimentos e ações que cultivou nas vidas passadas e na atual. Por isso, temos condições de nos equilibrar sempre que nos determinarmos a este objetivo, através de um exercício de idéias, emoções e ações saudáveis. Para equilibrar o corpo emocional existe um número grande de sistemas terapêuticos, mas é imprescindível compreendermos como sua constituição afeta o nosso corpo físico.

Segundo as fontes de referências esotéricas, o corpo astral, da mesma forma que o corpo etérico, também tem sete chakras principais. Eles são chamados de contrapartes astrais dos chakras. Assim como os chakras etéricos, eles também transformam energia e são parte integrante do nosso sistema energético sutil expandido. Os centros astrais são transmissores e receptores de energia astral; esta por sua vez, é reduzida e passada para os chakras etéricos, onde através dos nadis, as energias são traduzidas em função nervosa e glandular. Como o corpo astral está envolvido na expressão das emoções, os chakras astrais proporcionam uma ligação de energia sutil através da qual o estado emocional de uma pessoa pode prejudicar ou fortalecer a sua saúde. (GERBER, 1997, p. 111).

Mencionamos anteriormente que a influência das emoções e sentimentos sobre a saúde vem sendo reconhecida através das pesquisas desenvolvidas pela medicina psicossomática. Pelo caminho inverso a medicina convencional também reconhece a influência dos hormônios sobre o humor dos pacientes. Pesquisas demonstram que as mulheres ficam muito mais sensíveis emocionalmente quando estão próximas ou durante seus períodos menstruais, isto é,quando os hormônios específicos relacionados ao processo de menstruação são liberados no organismo feminino. Da mesma forma a medicina já verificou que as mulheres grávidas experimentam um alto nível de vulnerabilidade emocional durante a gravidez, chegando a mudanças profundas de comportamentos, desejos e gostos.

É bem conhecida a possibilidade de os seres humanos alcançarem estados de consciência através dos quais sua fisiologia é transformada. Isto pode ser obtido por meio de muitas técnicas eruditas: hipnose, meditação e biofeedback são alguns exemplos. Os efeitos destas “terapias da consciência” são tão reais quanto os do procedimento cirúrgico ou de qualquer remédio. Assim, podem ser considerados, de certo modo, instrumentos para a mudança. Espero que possamos, um dia, reconhecer que os remédios que usamos – de caráter contingencial apenas em intervenções moleculares – representam, em muitos casos, um tratamento secundário (linhas de defesa secundárias, digamos), eis que muitas vezes podem ser suplantadas, em situações específicas, pelas “terapias da consciência”, eficazes e sem efeitos colaterais. Auspiciosamente, evoluiremos em direção a uma visão equilibrada, em função da qual compreenderemos ser correto utilizar ambos os métodos, dependendo da situação, das condições individuais a pessoa e de suas necessidades circunstanciais (DOSSEY, 1995, p. 31).

As descobertas científicas alcançadas pelas pesquisas na área da saúde colaboram para que o ser humano possa ser visto de maneira integral e multidimensional, reconhecendo que seus pensamentos, suas emoções e o ambiente em que vive interferem em seu bem estar. Esta constatação abre espaço para que a medicina convencional utilize em seus tratamentos os sistemas terapêuticos que cuidam do ser humano de maneira multidimensional, auxiliando a evolução de sua consciência ao mesmo tempo em que equilibra seus diversos corpos: físico, energético, emocional e mental. Em meu livro Saúde Emocional você encontra caminhos e instrumentos para entender melhor seu corpo Emocional e como este influi em sua vida.

Escrito por Silvana Medeiros