Servir: amor em ação

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O serviço é uma ferramenta imprescindível para executarmos nossa evolução espiritual porque viemos aqui para aprender a trabalhar em benefício de nossos irmãos, que são parte de nós mesmos. Mas, devido ao baixo nível de esclarecimento no qual se encontra a grande maioria das consciências que habitam a terra, principalmente no ocidente, se instaurou uma cultura em que o trabalho é visto apenas como uma maneira de ganhar dinheiro. O propósito do trabalho em várias regiões do globo terrestre não se relaciona de maneira alguma com qualquer idéia de serviço ao próximo. Mulheres e homens ao trabalharem são movidos apenas por motivações completamente egoístas, sem qualquer preocupação com o bem estar da sua coletividade.

Para utilizarmos esta potente ferramenta em benefício do nosso crescimento espiritual, que só se efetiva à medida que cumprimos nossos compromissos aqui na terra, precisamos primeiramente mudar completamente a maneira como aprendemos a olhar para o trabalho. O ato de trabalhar precisa ser enxergado como uma oportunidade de aprendermos a amar, servindo aos nossos irmãos de forma a ajudá-los em seu desenvolvimento espiritual.

A graça divina nos concedeu o serviço para descobrirmos a extrema capacidade que há em nós. Através do serviço ao próximo, temos uma oportunidade para dar-lhe todo o amor que Deus nos concede continuamente. “Que me diz de um pai terrestre que desejasse ajudar os filhinhos, mantendo-se em absoluta quietação no conforto do lar? O Pai criou o serviço e a cooperação como leis que ninguém pode trair sem prejuízo próprio” (Nosso lar, p. 76).

Trabalhar com o intuito de servir ao próximo é estar disposto a sair do conforto, a mudar hábitos, a rever posturas, a superar preconceitos, a transcender nossa satisfação; servir ao próximo é estar disposto a amá-lo. Para isso precisaremos aprender a algumas vezes realizar atividades das quais não gostamos, doar parte do nosso tempo para ajudar o próximo em uma tarefa que sozinho ele não é capaz de realizar, enfim, precisamos estar dispostos a dar ao próximo o que ele precisa ao invés de lhe darmos aquilo que nos satisfaz.

Nos círculos carnais, a convenção e a garantia monetária; aqui, o trabalho e as aquisições definitivas do espírito imortal. Dor, para nós, significa possibilidade de enriquecer a alma; a luta constitui caminho para a divina realização. Compreendeu a diferença? As almas débeis, ante o serviço, deitam-se para se queixarem aos que passam; as fortes, porém, recebem o serviço como patrimônio sagrado, na movimentação do qual se prepara, a caminho da perfeição (Nosso Lar, p. 44).

Passar a enxergar o trabalho como uma oportunidade de servir ao próximo implicará em uma profunda mudança de valores que irá revolucionar toda a nossa vida. Essa nova visão pode nos levar a descobrir que temos um trabalho maravilhoso, porém, por ser extremamente desvalorizado em nossa cultura, muitas vezes desperdiçamos a oportunidade de servir ao nos perdermos em reclamações e omissões diárias. Podemos descobrir que trabalhamos muitos anos apenas por dinheiro, sem jamais pensar se o fruto do nosso trabalho estava gerando ou matando vidas, como o caso daqueles que trabalham em empresas voltadas à fabricação de armas. Podemos descobrir que desperdiçamos as oportunidades de serviço porque estamos presos a preconceitos culturais, que classificam algumas atividades como nobres e outras como sendo de pouca dignidade, como a atividade dos lixeiros, faxineiros/as, entre outros.

Sejam quais forem às descobertas que venhamos a fazer ao mudar a nossa forma de enxergar o trabalho, precisamos admiti-las e começar a nos transformar. Trabalhar de uma forma comprometida com o bem estar de nossa coletividade deve ser o maior objetivo de todos aqueles que buscam alcançar uma saúde integral. “O verdadeiro ganho da criatura é de natureza espiritual…” (Nosso Lar, p. 123).